jekyll and hyde

27 de Novembro de 2009

Entrando na igreja ontem, vi todos tão bem, todos tão felizes, todos tão santos, então me perguntei se era o meu lugar, afinal será que existe espaço para um pecador? – pensei.
Acho que não, me sinto tão pequeno, olho para todos os lados e parece que a qualquer momento vão descobrir a verdade sobre mim, sobre quem eu sou e de onde vim... Vão descobrir que não pertenço a esse lugar.
Então tive uma brilhante idéia, esconder tudo, fingir que tá tudo bem, disfarçar que não tem nada de errado, talvez se eu conseguir convencê-los, eu acredite também.
Então eu começo tudo de novo, vou ao meu camarim, preparo meu discurso, pego minha maquiagem, está na hora do arlequim brilhar novamente, brincando com meu coração, jogando minha vida aos porcos, um falso sorriso.
O tempo passa, e passa rápido, por trás das cortinas do tempo, e eu aqui, em meu teatro monocromático, feliz? Triste? Me perdi em mim mesmo?
Minha vida dupla é o disfarce para me enganar, será que assim Deus me ama? Como um boneco plástico, com sorrisos plásticos, vida maquiada? Chamo-me Jekyll, mas as vezes Hyde, sou um experimento manipulado dentro da igreja, todos me verão como eu os vejo. Hahaha
Será que somos pessoas felizes de plástico? Debaixo de um palácio de cartas, com paredes em volta das nossas fraquezas, sorrisos para esconder a dor? Será que todo mundo é assim, ou só eu me sinto pequeno hoje?
(¨¨)
Olha, a performance está convencendo, eu sei cada linha do meu texto de cor, levantar, aplaudir, hora do aleluia, Deus de mistério, é agora a hora da minha palavra – É pra falar do que eu vivo ou do que tá escrito? Tá escrito – penso eu, ninguém sabe.
E quando as cortinas se fecharem? Seria o fim do grande teatro? Minha apresentação teria um fim? Será que somente quando ninguém estiver vendo eu vou poder me descontrolar? Isso me libertaria eu acho, se eu deixasse ver quem sou por trás da minha apresentação, veriam que eu não sou como aparento ser, “A verdade por trás da pessoa que você imagina que eu seja”.
O rolo de minha fita dupla está se findando, é hora de ser desmascarado, homem, pecado, medo, temor, choro, gritos, ira, porfia, cinismo, adultérios.
Se eu contasse? Os seus braços estariam abertos ou você ria embora? O amor que Jesus ensinou seria o suficiente para fazer você ficar?
Homem, pecado, é de onde nós somos. É o que nós somos forçados a comprar. Nós somos amantes assassinos, irmãs e irmãos. Condenamos ao inferno aquele que amamos, sendo julgados e maltratados todos os dias, nos submetemos às mascaras da falsa alegria, renunciamos a dor, escondemos o pecado. Mas eles ainda estão cortando nossas línguas.
Criado o médico e o monstro, uma dupla-vida pra se disfarçar e enganar a nós mesmos, nessa experiência eu sou o cobaia, me escondendo, sem verdade, sem identidade, será que sou filho?
É o Doutor e o Monstro
Jekyll and Hyde...
Mas é demais saber que não importa como estou
Tudo que sou tudo te dou, o maior dos milagres começou
Você me chama de meu filho e me da forças pra mudar, forças pra vencer
Forças pra lutar e pra vencer.
Só Jesus tem o poder pra me livrar
Do que guardo no porão da minha alma
“Só conhecendo a verdade pra se libertar
O amor de Jesus é o remédio que vai te curar”

2 comentários:

Thaíssa disse...

Quem sou eu?
As vezes me perco nisso tudo, dae fica tão difícil me reencontrar e descobrir quem eu sou de verdade, sem mentiras, sem sorrisos de plástico. Qual é? Não sou uma boneca inflavel. =/ Mas tenho agido como se fosse.
Deixando que minhas atitudes religiosas estuprem minha mente e tudo aquilo que acredito baseado na palavra.

Enfim. Viver na luz, sendo transparente. Ainda sou toda colorida, fantasiada, armada, maquiada pra ficar bonita diante do que as pessoas acreditam.
Consigo sim fazer vários papéis, afim de agradar quem esteja por perto. Tudo o que não sou.

Sib disse...

pode crê véi.
curti e vejo essas paradax.
F*** :F



;D

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